Ronaldo Benedicto Cunha Campos nasceu em Uberaba (MG), aos 18 dias de fevereiro de 1930, filho do advogado Dr. Aristides Cunha Campos e da Dona Rita Cunha Campos. Era identificado, também, pelas assinaturas: Ronaldo B. Cunha Campos; Ronaldo Cunha Campos e, no exercício da magistratura no Tribunal de Alçada de Minas Gerais, Juiz Cunha Campos.
Em primeiras núpcias, casou-se com a Senhora Maria Grácia Silvano Cunha Campos, com a qual teve uma filha, Doutora Rita Maria Silvano Cunha Campos, professora de Direito Internacional na Faculdade de Direito de Uberaba.
Em segundas núpcias, casou-se com a Doutora Anna Maria Borges e Cunha Campos, Promotora de Justiça do Estado de Minas Gerais e professora na faculdade de Direito de Uberlândia; com a qual não teve filhos.
Estudou as primeiras letras no Grupo Escolar e Ginásio com os Irmãos Maristas em Uberaba e também no Colégio Arquidiocesano (Maritas, de São Paulo).
No período compreendido entre os anos de 1949 a 1951, cursou Filosofia (ouvinte) na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Minas Gerais. O bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais foi obtido na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (hoje Federal), em Belo Horizonte, com a diplomação aos 10 dias de dezembro de 1952.
O Juiz Cunha Campos, além da língua pátria, lia, escrevia e falava o francês, o inglês, o espanhol e o alemão
Aposentou-se do Banco do Brasil e passou a dedicar-se inteiramente à advocacia, militando com destaque na Comarca de Uberaba.
Advogado militante, inscrito na OAB, Seção de Minas Gerais, sob o nº. 4.034, desde 1953, exerceu a profissão perante os Tribunais de Justiça e Alçada de Minas Gerais; Tribunais de Justiça de Mato Grosso e Goiás; Tribunal Federal de Recursos e Supremo Tribunal Federal.
Foi Membro do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Minas Gerais; Membro da 1ª Câmara do Conselho Seccional; Diretor do Instituto dos Advogados de Minas Gerais; Presidente da 1ª Seção do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (1976/1981); Membro do Conselho Superior do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (1977/1981); Diretor da 14ª Subseção da OAB, em 1959/1960, 1967/1968, 1975/1976, 1977/1978.
Em janeiro de 1975, Ronaldo Cunha Campos, junto com os processualistas Virgílio Machado Alvim, Jacy de Assis, Humberto Theodoro Júnior e Edson Prata fundaram em Uberaba a Revista Brasileira de Direito Processual (publicação trimestral). Foi diretor deste órgão, o qual publicou 58 números, até 1981.
De 1975 a 1981, participou do Escritório de Advocacia Aristóteles Atheniense. Em 13 de novembro de 1981, foi nomeado, pelo quinto constitucional de advogados, para o Tribunal de Alçada de Minas Gerais, integrando a 3ª Câmara Cível
Em 18 de outubro de 1986, o Juiz Cunha Campos recebeu do Governo Estadual de Minas Gerais a Medalha de Prata “Santos Dumont”.
Em 1º de abril de 1987, a pedido, o magistrado Ronaldo Cunha Campos se aposentou.
Às 19 horas do dia 17 de junho de 1987, com 57 anos de idade, faleceu Ronaldo Cunha Campos
Atividades Universitárias
- Professor de Direito Processual Civil no Curso de Graduação em Direito da Universidade Federal de Uberlândia;
- Professor de Teoria Geral do Processo no Curso de Especialização em Direito Processual Civil na Universidade Federal de Uberlândia;
- Professor titular de Direito Processual Civil na Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro (1955/1963);
- Professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro (1965/1970);
- Professor de Direito Civil (Direitos Reais) da Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro (1970/1977);
- Professor de Estrutura e Funcionamento do Ensino Superior das atuais Faculdades Integradas Santo Tómas de Aquino (1972/1973);
- Coordenador de Ensino do Triângulo Mineiro;
- Coordenador do grupo (Tarefa Universitária) para o “Campus Avançado” de Altamira (1971/1972);
- Diretor do Instituto de Ciências Humanas das Faculdades Integradas Santo Tomás de Aquino (1977/1978);
- Membro do Conselho de Administração das Faculdades Integradas Santo Tomás de Aquino (1977/1978);
- Membro da Comissão de Ensino da Associação Comercial e Industrial de Uberaba, mantenedora da Faculdade de Ciências Econômicas do Triângulo Mineiro.
Bibliografia
- Ação Civil Pública (Rio de Janeiro – Aide Editora – 1ª edição – 1989 – 116 págs.);
- Ação de Execução Fiscal (Rio de Janeiro – Aide Editora – 1ª edição – 1989 – 121 págs.);
- Comentários ao Código de Processo Civil (Rio de Janeiro – Forense – 1ª edição – 1979 – Volume I – Teoria Geral do Processo – Tomo I – A Norma Processual – 341 págs.);
- Estudos de Direito Processual (Jornal da Manhã – Uberaba/MG – 1974 – 15 págs.);
- Execução Fiscal e Embargos do Devedor (Rio de Janeiro – Forense – 1978 – 299 págs.);
- Limites Objetivo da Coisa Julgada (Uberaba/MG – Editora Vitória Artes Gráficas Ltda. – 1975 – 192 págs.);
- Revista Brasileira de Direito Processual (fundada por Ronaldo Cunha Campos e outros processualistas, em janeiro de 1975 – Uberaba/MG – Editora Artes Gráficas Vitória Ltda.);
- Verbete “Causa de Pedir” para o Digesto de Processo (livro);
- Verbete “Ação de Execução Fiscal” para o Repertório Enciclopédico do Direito Brasileiro, nova edição da Revista dos Tribunais.
* Fonte: Jurisprudência Mineira, Belo Horizonte, ano 55, nº. 177, p. 15-29, jan/dez 2004, Volume Especial (Memória do Judiciário Mineiro).
Colaboração: Lúcio Delfino – 28/11/2005.
___________________________________________________________________________________
Demais Cadeiras ja Ocupadas:
|