Faustino da Rosa Júnior¹
Moacyr Amaral Santos nasceu na cidade de Capivari, Estado de São Paulo, em 25 de julho de 1902. Era filho de José Estevão dos Santos e de Branca Eliza Amaral Santos. Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar do Arouche e no Liceu do Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo.
Bacharelou-se em Ciências e Letras, pelo Ginásio do Estado de São Paulo, em 1920, e em Ciências Jurídicas e Sócias, pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1925.
Exerceu a advocacia, com escritório em Capivari, de 1927 a 1936 e, a seguir, na capital do Estado. Dirigiu o jornal diário de Piracicaba, “O Momento”, de 1931 a 1936. Foi Diretor-Geral da Câmara Municipal de São Paulo de 1936 a 1937. Foi Procurador e, em seguida, Chefe da Procuradoria Judicial do Departamento Jurídico da Municipalidade de São Paulo (19387-1962).
Foi professor de Direito e Legislação da Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie (1950-1956); Livre-docente, por concurso de títulos e provas, de Direito Judiciário Civil, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1954); Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie (1956); Professor de Teoria Geral do Estado e Teoria Geral do Processo do curso de especialização da Faculdade de Direito de São Paulo – Curso Doutorado (1966-1967); Membro do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie (1954-1962); do Conselho Universitário da mesma Universidade (1954-1962); do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1963-1967); do Conselho Universitário da mesma Universidade (1964-1967); do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Comunicações Culturais da Universidade de São Paulo (1966); do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (1965) e membro da Comissão de Legislação e Justiça do Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (1964).
Foi Presidente do Instituto de Direito Processual Civil, Seção de São Paulo, e Direitos da “Revista de Direito Processual Civil”, editada pelo mesmo órgão. Foi fundador e Consultor Jurídico da Companhia Siderúrgica Paulista.
Membro e Conselheiro do Instituto dos Advogados de São Paulo; membro do Conselho Diretor do Instituto Latino-Americano de Direito Processual e do Conselho Consultivo do Instituo de Direitos Humanos de São Paulo.
Participou, como Delegado do Instituo de Direito Processual do Brasil, das IV Jornadas Latino-Americanas de Direito Processual (Caracas, 1967). Tomou parte, ainda, no Congresso Jurídico Brasileiro (Rio de Janeiro, 1944); entre muitos outros.
Publicou diversas obras jurídicas, principalmente na seara do Direito Processual Civil.
Casou-se com Elisa Prado do Amaral Santos.
Foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal federal, por Decreto de 6 de outubro de 1967, do Presidente Costa e Silva, para a vaga decorrente da aposentadoria do Ministro Candido Motta Filho, tomando posse em 18 do mesmo mês.
Integrou o Tribunal Superior Eleitoral, como Juiz Substituto, a partir de 6 de novembro de 1969 e, como Juiz Efetivo, depois de 11 de fevereiro de 1971 até passas à inatividade.
Aposentou-se, por implemento de idade, em 25 de julho de 1972.
Faleceu em 16 de outubro de 1983.
Obras Principais:
• Prova judiciária no cível e comercial – Cinco Volumes (1963-1966);v • Das condições da ação no despacho saneador (1946);
• Direito usual para engenheiros (1953);
• Introdução ao estudo do processo cominatório (1957);
• Das ações cominatórias no direito brasileiro (1962);
• Primeiras linhas de Direito Processual Civil (1965);
• Da reconvenção no direito brasileiro (1966);
• Anotações a Cunha Gonçalves: tratado de direito civil (1966);
* Fonte: LAGO, Laurêncio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001, p. 407-409.
1 - O autor, atualmente, é Mestrando em Direito, Laureado e Graduado em Direito pela PUCRS, Especialista em Direito do Estado pela UFRGS, pesquisador em Teoria do Direito Constitucional pelo CNPq, membro do Grupo de Estudos de Direito Público do Instituto Pimenta Bueno do Rio Grande do Sul (Associação Gaúcha dos Constitucionalistas), membro do Grupo de Estudos “Limites da Jurisdição”, membro e coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisa em “Constitucionalização do Direito Civil”, membro do Grupo de Pesquisa “Prismas do Direito Civil” e membro da Academia Brasileira de Direito Processual Civil.
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Demais Cadeiras ja Ocupadas:
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