João Geiger Bonumá nasceu em Uruguaiana, em 21 de fevereiro de 1890, filho do francês Marcel Bonumá e da brasileira Numeralda Geiger Bonumá.
Aos 15 anos, fez um discurso de saudação à Gahance Custin, que era inspetor geral das ferrovias do país, vindo com isso dele receber apoio para estudar na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro, onde se formou como o primeiro da turma, em 1911.
Em 1909, quando ainda estudava na Faculdade do Rio de Janeiro, para atender suas necessidades financeiras trabalhava na polícia carioca, convivendo de perto com o problema da infância delinqüente, o que foi tema de seu primeiro estudo "Menores abandonados e criminosos" (1913, 131 p, Officinas Grafhicas da Papelaria União- Santa Maria).
Desempenhou as funções de Subchefe de Polícia no governo de Borges de Medeiros (1925/1928). Em 1935, transferiu-se para Porto Alegre e lecionou "Direito Judiciário Civil", na Faculdade de Direito de Porto Alegre, como professor concursado, até o ano de 1951, quando aposentou-se por motivos de saúde.
Foi Presidente do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil. Era um atento observador dos problemas de Porto Alegre/RS, conforme os registros que se encontram em quatorze volumes encadernados, escritos de próprio punho, que organizou entre 1938 e 1941, sobre os fatos jurídicos mais relevantes desse período, como os debates sobre o nosso primeiro Código Nacional de Processo.
Exerceu o cargo de Procurador Geral do Estado, de 1946 a 1950, período que emitiu uma série de célebres pareceres.
Em 1946 publicou pela Editora Saraiva a obra “Direito Processual Civil”, em três volumes.
Foi um processualista com pensamentos diretos e claros: "Se a sentença pudesse ser proferida logo após a solicitação da parte interessada, não haveria necessidade de processo. As coisas passariam sumariamente, com a instantânea declaração e aplicação do direito. Mas isso nunca foi possível, a não ser em casos perfeitamente excepcionais. A provisão é sempre o resultado final de uma série de atos que se sucedem uns aos outros, formando um complexo de atividade dos interessados, do órgão jurisdicional e de terceiros (...) formando todos uma unidade em relação ao fim que se tem em vista conseguir."
Escreveu "Do juízo arbitral", onde examinou o Código de Processo Civil e Commercial do Estado do Rio Grande do Sul (Lei nº. 65, de 15 de janeiro de 1908), cujos primeiros 36 artigos são destinados à regulação da solução privada dos conflitos.
João Bonumá foi saudado na Argentina por Santiago Sentis Melendo, o qual qualificou sua obra como "um tratado completo de la matéria sobre la base legislativa Del derecho brasileño y la base científica de lãs modernas corrientes doctrinales... "(Revista de Derecho Procesal , 1947, 1ª parte, p.50).
João Geiger Bonumá faleceu, em 15 de junho de 1953, em sua fazenda em Julio de Castilhos/RS, em decorrência de problemas cardíacos, tendo se dedicado aos estudos jurídicos, principalmente processuais, até o último dia de sua vida.
Obras:
• Menores abandonados e criminosos. Officinas Grafhicas da Papelaria União- Santa Maria (1913).
• Do juízo arbitral. (1935)
• O Processo e seu Conceito (Artigo). (1936)
• Direito Processual Civil. Editora Saraiva. (1946)
*Fonte: www.tex.pro.br (artigo do prof. Paulo Leal, Professor de Direito Processual do Trabalho e Processo Civil na UNIJUI e Direito Processual do Trabalho e Direito do Trabalho na Faculdade de Direito em Santo Ângelo ).
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Demais Cadeiras ja Ocupadas:
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